Quarenta anos de teatro, TV e cinema. E, fora da tela, projeto que entra em ginásio de periferia e em escola de interior sem esperar convite.
Quem já fazia sem mandato, faz com.
Mesmo no estado mais rico do país, o acesso à cultura, ao esporte e à qualificação continua sendo privilégio de quem nasceu perto. Isso não é destino. É escolha de quem decide o orçamento.
No interior e na periferia, a primeira ida ao teatro simplesmente não acontece. Não por falta de vontade, e sim por falta de projeto chegando lá.
Sem orientação, sem quadra, sem técnico, o esporte vira passatempo de fim de semana em vez de virar caminho de vida.
Burocracia e carga tributária sufocam quem gera emprego na ponta. Complicar não é fiscalizar. É travar.
Em 1982, aos 11 anos, é Pedrinho em Os Vagabundos Trapalhões. No ano seguinte, aos 12, é Zeca em O Trapalhão na Arca de Noé. Em 1985 sobe ao palco do Teatro Villa Lobos, no Rio, em Tupã A Vingança, texto de Mauro Rasi e direção de Miguel Falabella, ao lado de Lucélia Santos, Rubens de Falco, Jacqueline Laurence e Cléa Simões.
Em 1988, aos 17, entra em Vale Tudo como Tiago Roitman. Depois vieram A Padroeira, na Globo, e Revelação, no SBT. Desde 2018 está em cartaz com a comédia Um Casamento Feliz, em que atua e produz. Em 2025 voltou ao set em Viver de Vento, a cinebiografia do velejador Lars Grael.
“Nunca dormi no título de ator global, sou ator.”
Foi essa estrada que levou Fábio para a política: ampliar o acesso ao esporte e à cultura, apoiar projetos locais e criar caminhos para a educação, o trabalho e a geração de renda.
Não é plano de governo escrito em ano de eleição. É o que já roda, com registro em prefeitura.
Time de atores que disputa partidas beneficentes em ginásios e arenas de praia, com ingresso pago em alimento não perecível. A arrecadação vai para o Fundo Social de Solidariedade do município ou para entidades locais de assistência, com os atores presentes na entrega. Fábio integra o time e a equipe organizadora de partidas desde 2003.
“Faço questão de participar da entrega desses alimentos à entidade que escolhermos posteriormente.”
Carreta de formação artística que viaja pelo interior de São Paulo com clínicas de teatro, televisão e cinema para crianças do ensino fundamental da rede pública. Fábio coordena o projeto.
“Tenho um projeto chamado Cultura Itinerante, é uma carreta de formação artística que viaja pelo interior de São Paulo.”
Cinco compromissos declarados. Sem promessa que não cabe no orçamento do estado.
Quem vive de sair para trabalhar não pode continuar refém. Rua segura é pré-requisito de qualquer outra política.
Formação que termina em ofício, não em certificado. Cultura e esporte dentro da escola pública, com continuidade.
Regra simples para a família e para quem empreende. Quem paga imposto tem direito de ver onde ele foi parar.
Emprego não nasce de discurso. Nasce de ambiente em que abrir e manter um negócio deixa de ser façanha.
Abrir a porta antes que o talento desista sozinho. É o que os dois projetos já fazem, no tamanho que dava sem mandato.
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